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“Polarizados somos fracos, unidos somos imbatíveis”

“Polarizados somos fracos, unidos somos imbatíveis” Mauri Viana Pereira, uma vida dedicada na defesa dos trabalhadores

Na última edição da revista da Federação Nacional dos Trabalhadores Celetistas nas Cooperativas no Brasil – Fenatracoop, o presidente Mauri Viana Pereira escreveu um artigo chamando a atenção dos trabalhadores para o momento vivenciado.
Mauri Viana iniciou o artigo relatando que no Brasil, os sindicatos surgiram após a abolição da escravatura, onde começaram a apontar os primeiros trabalhos assalariados. Essa nova perspectiva trouxe ao país muitos imigrantes europeus e com eles as idéias progressistas do sindicalismo de liberdade e igualdade.
Esse movimento foi crescendo e ganhando corpo até a era Vargas em 1930, mas atingiu seu ápice na década de 60, com grandes manifestações dos trabalhadores que unia campo e cidade. Porém, com o golpe de 64, os sindicatos voltaram a ser perseguidos, massacrados, calados e permaneceram sob a tutela do Estado até o final da década de 70, quando o Banco Mundial denunciou o governo brasileiro de mascarar a inflação, o que revoltou os trabalhadores que começaram a insurgir contra os militares pela real reposição salarial que haviam perdido através do plano de crescimento econômico que congelou salários.
Portanto o ‘Milagre Econômico’ que tanto se fala, só foi possível porque caiu no lombo do trabalhador, aumentando ainda mais as desigualdades sociais. Mais uma vez, um crescimento à custa dos trabalhadores. Na época, a população deu total apoio a greve, inclusive com recursos e alimentos, enfraquecendo ainda mais o Governo, abrindo caminho para a redemocratização e culminando com o movimento das ‘Diretas Já’, colocando um ponto final nos 21 anos de massacre, tortura e desmandos do Governo Militar.
Tudo isso parece familiar, não verdade? Após mais de três séculos, a história se repete. Em dois anos no comando da nação, o presidente Michel Temer conseguiu destruir a luta de 300 anos. Desmonte das leis trabalhistas, terceirização irrestrita, uma política entreguista ao capital estrangeiro, favorecimento aos grandes empresários e uma corrupção sem medida que já ultrapassou a linha tênue da vergonha.
Vivemos um momento em que o páis está se transformando em uma anarquia, com um governo entreguista e privatista que não tem seus interesses alinhados com os interesses da população brasileira. O Brasil virou um caos político, social e econômico sem precedentes, onde a população não tem mais nenhuma perspectiva de melhora nas condições de vida. Desemprego crescendo, chacina de jovens, retiradas de verbas da saúde, da educação, ofensiva contra os aposentados, contra os trabalhadores, contra a população carente. A cada dia um novo golpe é colocado em prática.
E os sindicatos? Esses, o governo trabalha dia e noite pelo seu desmonte, um ataque para neutralizar o movimento sindical e levar adiante o plano de massacre aos trabalhadores, garantindo ainda mais lucros aos grandes capitais e mais uma vez, colocando na conta dos mais necessitados as demandas das camadas mais ricas.
Mas voltando a revolução industrial lá do inicio deste artigo, é preciso tomar, como exemplo, aqueles trabalhadores, que souberam se unir para se proteger. Mauri Viana afirmou também que a Fenatracoop nasceu da organização laboral em busca de melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores em cooperativas e de suas famílias, por isso, a federação vai continuar, mesmo em meio a esse momento de crise, manter os trabalhadores unidos e organizados, lutando contra esta ofensiva neoliberal para manter viva as conquistas do passado e preparar um futuro decente para as próximas gerações.
“Polarizados somos fracos, unidos somos imbatíveis”, afirma o presidente da Fenatracoop Mauri Viana Pereira.

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